VOCÊ ESTÁ MESMO NO SEU CORPO?

 

Há um exílio silencioso que marca a história das mulheres.
Não é um exílio político.
Nem um exílio religioso.
É um exílio íntimo, quase invisível — um exílio do próprio corpo.

Desde muito cedo, aprendemos a desconfiar daquilo que pulsa dentro de nós.
Nos ensinam que há algo de errado na nossa natureza selvagem.
Algo a ser silenciado, disciplinado, contido.

“Fecha as pernas.”
“Isso é coisa da sua cabeça.”
“Menina direita não fala disso.”
“Não pode tocar aí.”
“É só TPM.”
“Seja mais delicada.”
“Você está louca.”

E assim, aos poucos, uma parte de nós se vai.

Ficamos ali, vivendo por cima do corpo.
Pensando muito, sentindo pouco.
Fazendo demais, sendo de menos.
Planejando tudo… menos um espaço interno onde possamos pousar.
Falamos de autoconhecimento, de energia, de espiritualidade.
Mas… estamos mesmo no corpo?

Você está mesmo no seu corpo?

Você o sente — agora — enquanto lê essas palavras?
Você sabe como estão seus pés neste instante?
Você consegue localizar seu ventre, sua respiração, sua pulsação?

Ou está vivendo no automático, com o corpo como um casulo que você carrega por obrigação?

A maioria das mulheres que cruzam meu caminho está vivendo assim: fora de si.
Não no sentido figurado… mas literalmente fora.
Fora do corpo. Fora do eixo. Fora da casa.

Porque estar no corpo exige coragem.
E nos ensinaram a ter medo.

O corpo feminino foi silenciado por séculos.

Colocaram mordaças na nossa vulva.
Trancaram nossos desejos em quartos escuros.
Cortaram nossos ciclos com pílulas.
Roubaram nosso sangue.
Anestesiaram nossos partos.
Chamaram de loucura nossa intuição.
Chamaram de pecado nossa entrega.
Chamaram de fraqueza nossa sensibilidade.

E assim… a mulher foi se desligando.
Desligando do sentir.
Do gemer.
Do gozar.
Do berrar.
Do sangrar.
Do saber visceral.
Do pulso.

Ela subiu para a mente — onde tudo parecia mais limpo, mais seguro, mais racional.
Mas lá em cima, ela se perdeu.
Virou engrenagem, virou agenda, virou produtividade.
Virou uma tentativa constante de controlar o que nunca foi feito para ser controlado.

E o corpo?
O corpo ficou lá.
Gritando em forma de dor.
De ansiedade.
De ciclos desregulados.
De insônia.
De palpitações.
De raiva sem nome.
De vazios que nenhum prazer preenche.

O corpo virou um campo de guerra.
E nós, exiladas de nós mesmas.

Mas há um ponto de retorno.

Uma encruzilhada sagrada.
Um ponto onde a alma se cansa de vagar e chama: “Volta pra casa.”
Volta pro corpo.
Volta pro ventre.
Volta pro chão.

Porque a casa da mulher é a terra do seu corpo.
E a base da cura é a raiz que ela cultiva.

Voltar ao corpo é o início de tudo.

É se permitir encarnar de verdade — pela primeira vez.
É não apenas existir, mas habitar.
Não apenas pensar, mas sentir.
Não apenas querer, mas pulsar.

Mas para isso, é preciso descer.
Descer da mente ao peito.
Do peito ao útero.
Do útero ao chão.

Descer é desconfortável.
Descer é suar.
É chorar.
É sentir.
É lembrar da dor, do abandono, do medo.

Mas também é reencontrar o poder.

Porque quando uma mulher volta ao seu corpo, ela volta ao seu centro.
Ela recupera sua intuição.
Ela reativa sua potência sexual.
Ela resgata sua ancestralidade uterina.
Ela encontra o seu NÃO com firmeza e o seu SIM com verdade.
Ela para de pedir licença pra existir.

E o mundo sente.
Sente quando uma mulher se encarna.
O olhar muda.
O andar muda.
A voz muda.
A energia dela começa a tocar tudo ao redor.

Essa mulher não precisa gritar.
Ela pulsa.

E é exatamente isso que o Pulsar – Criando Raíz vai oferecer:

Um espaço onde mulheres cansadas de viver no automático possam descer juntas.
Onde possamos respirar no ventre.
Onde possamos sentir a raiva sem culpa.
Onde possamos tocar o corpo como território sagrado.
Onde possamos liberar emoções aprisionadas.
Onde possamos silenciar o barulho da mente e ouvir o sussurro da alma.

Vamos trabalhar o chakra raiz, a fundação energética do nosso corpo.
Vamos entrar em contato com nossas raízes: emocionais, corporais, ancestrais.
Vamos pisar no chão interno com presença, com firmeza, com amor.

 Porque não dá mais para viver desconectada.
 Não dá mais para ser só a mulher que resolve tudo, mas não sabe onde sente.
 Não dá mais para fingir que está tudo bem quando o corpo está implorando por atenção.

Esse é um convite para mulheres que estão prontas para se reenraizar.
Para mulheres que desejam parar de sobreviver e começar a habitar o agora.
Para mulheres que querem fazer as pazes com seu sangue, sua pele, sua libido, sua alma.

📍 PULSAR – CRIANDO RAÍZ
🗓️ 30 de julho | ⏰ 20h | 📍 Espaço Amaresh – SP
 Um encontro presencial de aterramento, presença e prazer.
 Vagas limitadas. Inscrições abertas no link da bio.

Chegou a hora de voltar pra casa.
E a casa é o seu corpo.
Sua carne é sagrada.
Seu ventre é templo.
Seu pulsar é caminho.

Você está pronta para voltar?

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